O que é o Sistema Minerva?

O Sistema Minerva é uma plataforma para emissão, assinatura e armazenamento de Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLEs).

Ele oferece ao médico uma biblioteca de termos elaborados para diferentes procedimentos e especialidades, com conteúdo revisado por profissionais jurídicos. O médico seleciona o TCLE adequado e o envia digitalmente ao paciente. O próprio paciente preenche seus dados, lê e assina o documento.

Depois da assinatura, o termo fica automaticamente arquivado na conta do médico, que também recebe uma cópia por e-mail.

Em resumo: o Minerva organiza e simplifica todo o fluxo documental do TCLE — da escolha do termo ao seu armazenamento.

Para quem é?

O Minerva é para médicos, dentistas, clínicas e outros profissionais da saúde que:

  • realizam procedimentos que exigem consentimento esclarecido;
  • desejam profissionalizar a emissão dos TCLEs;
  • utilizam documentos genéricos ou desatualizados;
  • ainda imprimem, preenchem e arquivam termos manualmente;
  • precisam localizar rapidamente um documento assinado;
  • querem reduzir falhas operacionais e melhorar a documentação da relação com o paciente;
  • não possuem estrutura jurídica e administrativa para criar, revisar e gerenciar seus próprios termos.

Para quem definitivamente NÃO é?

O Minerva não é para:

  • profissionais que procuram apenas baixar um modelo gratuito para editar no Word;
  • quem acredita que qualquer texto assinado serve como TCLE;
  • quem pretende usar o documento apenas como uma formalidade burocrática;
  • quem quer substituir o diálogo com o paciente por uma assinatura;
  • quem procura uma garantia absoluta contra processos;
  • profissionais que não realizam procedimentos ou atendimentos nos quais o consentimento documentado seja necessário;
  • grandes instituições que já possuem uma estrutura jurídica própria, termos personalizados e um sistema integrado para emissão, assinatura e armazenamento.

O Minerva ajuda a documentar corretamente o consentimento, mas não substitui uma boa conduta profissional, o dever de informação nem o diálogo entre médico e paciente.

Como funciona na prática?

O processo é simples:

  1. O médico acessa sua conta e escolhe o TCLE correspondente ao procedimento.
  2. Envia o termo digitalmente ao paciente;
  3. O paciente abre o documento, preenche seus próprios dados, lê as informações e assina;
  4. O TCLE assinado é arquivado automaticamente na conta do médico; e
  5. O médico também recebe uma cópia por e-mail.

O médico não precisa preencher manualmente os dados do paciente, imprimir documentos, colher assinatura em papel, digitalizar ou organizar arquivos físicos.

Por que o médico precisa disso?

Porque obter consentimento não se resume a colher uma assinatura.

O profissional precisa informar o paciente de maneira clara sobre o procedimento, seus objetivos, riscos, limitações, alternativas e cuidados envolvidos — e precisa conseguir demonstrar que essas informações foram apresentadas.

Na prática, muitos médicos enfrentam quatro problemas:

  • não sabem se o termo utilizado contém as informações nem a forma necessárias;
  • trabalham com modelos genéricos ou desatualizados;
  • dependem de processos manuais sujeitos a esquecimento e perda;
  • não conseguem localizar facilmente o documento quando precisam dele.

O Minerva ajuda a criar um fluxo mais consistente, organizado e rastreável. Isso melhora a experiência do paciente, reduz falhas administrativas e fortalece a documentação do profissional em eventuais questionamentos.

Importante: o TCLE não “blinda” o médico nem elimina sua responsabilidade. Seu valor está em apoiar o dever de informação e registrar adequadamente o consentimento do paciente.

O que ele usa hoje no lugar do Minerva — o “inimigo”?

O principal concorrente do Minerva não é necessariamente outro software. É o improviso.

Na maioria dos casos, o médico utiliza uma combinação de:

  • modelos encontrados no Google;
  • documentos copiados de colegas;
  • arquivos antigos salvos no Word;
  • um único termo genérico para diferentes procedimentos;
  • textos produzidos por IA sem revisão especializada;
  • termos fornecidos por sociedades, hospitais ou fornecedores, mas não adaptados à sua realidade;
  • documentos impressos e preenchidos à mão;
  • assinatura coletada na recepção, minutos antes do procedimento;
  • arquivos guardados em pastas, armários, computadores ou conversas de WhatsApp;
  • nenhum TCLE formal — apenas uma autorização genérica ou anotação no prontuário.

Portanto, o verdadeiro “inimigo” comercial pode ser resumido assim:

“Eu já tenho um modelinho que uso há anos.”

Esse modelo improvisado parece gratuito e suficiente porque o problema permanece invisível durante muito tempo. A fragilidade só costuma aparecer quando o documento precisa ser localizado, questionado ou efetivamente utilizado como prova de que o paciente foi adequadamente informado.

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